EUA e China deram demonstrações, nesta terça-feira (15), de que não
pretendem discutir as metas de redução de emissões já anunciadas em
Copenhague. Ambos os países, os maiores poluidores do planeta,
apresentaram propostas consideradas tímidas antes da conferência do
clima da ONU.
O enviado norte-americano para as mudanças climáticas Todd Stern informou que o país não deve aumentar suas metas de redução de emissões poluentes até 2020. De acordo com ele, o compromisso dos EUA está estreitamente ligado à legislação interna norte-americana sobre o clima, que ainda tem de ser aprovada.
Segundo ele, o país não vai assumir esse compromisso por enquanto, por não desejarem prometer algo que ainda não têm.
A Administração do presidente Barack Obama se comprometeu a cortar as emissões de carbono norte-americanas em 17% até 2020, frente aos níveis de 2005, o que significa uma redução de 3% a 4% em relação a 1990, ano de referência adotado pela União Europeia.
Os EUA, que junto com a China são responsáveis por 40% das emissões globais de carbono, têm recebido críticas pela demora em aprovar seu pacote climático, previsto para 2010 e sem o qual será muito difícil obter um avanço real nas negociações para alcançar um novo acordo vinculativo sobre o clima que substitua o Protocolo de Kyoto.
Também nesta quinta-feira, o embaixador chinês para o clima, Yu Qingtai, informou que a China não tem a intenção de debater suas metas, já anunciadas por Pequim. "Anunciamos os objetivos e não temos intenção de submetê-los a debate" como parte da negociação de um novo acordo mundial de luta contra a mudança climática, declarou.
Depois dos Estados Unidos, a China havia anunciado no dia 26 de novembro, pela primeira vez, sua meta de redução das emissões de gases de efeito estufa. A intenção é a de reduzir até 2020 a intensidade de suas emissões em 40 a 45% por unidade do PIB em relação ao nível de 2005.
Índia
Os países em desenvolvimento estão sendo pressionados a assumir a responsabilidade por medidas que tomam para combater as mudanças climáticas, através do que a ONU descreve como ações "mensuráveis, reportáveis e verificáveis" (MRV).
De acordo com o ministro do meio ambiente da Índia Jairam Ramesh, não há consenso em relação a isso: "A questão do MRV é um divisor muito sério."
A Índia também foi contra a proposta de deixar a cargo de uma cúpula de chefes de Estado que vão se reunir na sexta-feira o trabalho de negociar as questões mais difíceis, dizendo que os anfitriões dinamarqueses da conferência da ONU tinham prometido que nenhum texto novo de negociação "nos seria apresentado sem aviso prévio".
"Os textos que tiverem que ser negociados ou redigidos deveriam ficar prontos até o dia 16 ou 17, e não se pode esperar que os chefes de Estado redijam ou negociem", disse Ramesh.
Sem metas
Um novo esboço de um acordo internacional para deter o aquecimento global apresentado hoje em Copenhague não contém nenhuma menção a metas de cortes de emissões de gás carbônico nem ao financiamento de medidas de combate às mudanças climáticas. O novo rascunho traz referências de um texto anterior, divulgado na sexta-feira, com uma banda de metas de emissões, mas diz que os detalhes "ainda precisam ser elaborados".
*Com informações das agências Lusa, Reuters, France Presse e o site Uol.com.br












Mudanças climáticas
Parece-me que a ONU e seu relatório de mudança climática está gerando mais uma paranóia, histerismo ambiental, terrorismo ambiental, com excesso de informações, acrescentado por cientistas e filmes catastróficos. Esse excesso de informações, algumas contraditórias, deixam a população em geral com dúvidas, preocupadas, etc. A saturação de informações provoca o desinteresse sobre o tema.
O que realmente o protocolo de Kyoto criou e está em vigor é o mercado de carbono, daqui a pouco teremos Bolsa de Valores e Mercado de Capital de Mudanças Climáticas. Está virando um negócio ambiental.
Um dos fatores mais importante da mudança climática não é discutida nessa Conferência , a população mundial e seu crescimento. A base de todo esse imbróglio climático é a sociedade com seu consumo, crescimento populacional e para atender essa demanda o país tem gerar uma produção de bens duráveis e não duráveis. Não há como efetuar um equilíbrio entre oferta e demanda e produção industrial, onde atualmente predomina o consumismo irrestrito. No século XVI, PARACELSO, cunhou a famosa máxima: "Tudo é veneno, nada é veneno. Depende da quantidade" O que está acontecendo no meio ambiente é essa dosagem excessiva de veneno.
Alguma indagações que não estão nessa conferência :
A sociedade está disposta para pagar um produto mais caro para evitar a emissão de CO2 ou outros poluentes?
A renda per capita é suficiente da população de cada país para atender essa mudança?
Em 55 anos, a população mundial cresceu 2,5. Isto significa, que o ritmo de consumo dos recursos naturais disponíveis supera a capacidade de recuperação da Terra.?
A sociedade tem de mudar o seu estilo de vida ou de consumo desenfreado e a indagação principal seria; Ela está preparada para fazer essa mudança?
O que acontecerá se eliminar as fontes poluidores ou de emissões de carbono quanto a redução de emprego ou trabalho para população de baixa renda dos países pobres?
Essa conferência é importante mas ela ofusca outros problemas mais importante imediatos dos países sub-desenvolvidos e em desenvolvimentos, que também poderá ajudar na minimização dos problemas climáticos, tais como;
Crescimento populacional e crescimento desordenado das cidades
Falta de saneamento básico, poluição de rios e mares
desmatamento
planejamento familiar, acesso à educação, saúde
melhor eficiência de consumo e redução dos recursos usados na produção de bens e serviços;
Aplicação e fiscalização das leis e normas.
César