
As vendas de discos nos EUA caíram pela oitava vez em nove anos em 2009, e o ritmo de crescimento dos downloads de música também diminuiu, revertendo a tendência de anos recentes, segundo dados divulgados na quarta-feira.
A venda total de discos caiu 12,7%, chegando a 373,9 milhões de unidades, no período de 52 semanas (364 dias) encerrado em 3 de janeiro, disse a empresa Nielsen SoundScan, citando dados do varejo. Michael Jackson foi o artista com mais vendas, e Taylor Swift teve o álbum mais vendido, à frente do de Susan Boyle.
O total de vendas já havia caído 14% em 2008, e o nível atual é o mais baixo desde que a Nielsen SoundScan começou a publicar dados do varejo, em 1991. Desde o recorde de 785,1 milhões de unidades em 2000, as vendas despencaram 52%, em grande parte devido à pirataria e à concorrência de outras formas de entretenimento, como os videogames.
Apesar da recessão, os consumidores dos EUA gastaram mais dinheiro em filmes e shows em 2009 em comparação ao ano anterior. Mas isso não se aplica ao mercado fonográfico, como mostram o fechamento das redes Virgin Megastore e Circuit City e a redução do espaço para os discos em estabelecimentos como as livrarias Borders Group.
Já a repentina morte de Michael Jackson, em junho, estimulou o mercado - seus discos venderam 8,3 milhões de unidades. Nem ele nem os dois artistas seguintes na lista dos mais vendidos, Taylor Swift e os Beatles, lançaram novos álbuns neste ano.
Swift ficou num distante segundo lugar, 4,6 milhões de cópias, a maioria do seu segundo álbum "Fearless", maior vendedor de 2009, que já havia sido o terceiro colocado em 2008. A recém-lançada obra completa remasterizada dos Beatles permitiu que a banda britânica, extinta em 1970, vendesse 3,3 milhões de cópias.
Downloads pagos em sites como iTunes, da Apple, vêm assumindo uma maior importância no setor, mas o imenso crescimento dos últimos anos perde fôlego. As vendas de faixas digitais subiram 8,3% em 2009, chegando ao recorde de 1,16 bilhões. Mas isso ficou aquém dos saltos de 45 e 27% em 2007 e 08, respectivamente.
As vendas digitais de álbuns inteiros subiram 16,1%, chegando a 76,4 milhões de unidades, também um recorde. O crescimento havia sido de 53% em 2007 e 32% em 2008.
Depois de "Fearless", o álbum mais vendido de 2009 foi o de estreia da escocesa Susan Boyle, "I Dreamed a Dream", que emplacou 3,1 milhões de cópias em seis semanas desde o lançamento. A coletânea "Number Ones", de Jackson, lançada em 2003, ficou em terceiro lugar, com 2,4 milhões.
REUTERS












Velhos tempos dourados
Quem conheceu a época do disco ou como era conhecido como bolacha, era uma época de proximidade entre o cantor e o ouvinte. O disco fazia que você ouvisse atentamente a música, pois tínhamos de mudar de faixa manualmente para as músicas mais interessantes ou deixar no automático. A capa e contra capa era quase um quadro de pintura, focalizava a época. O toca disco cadencia a música e o ouvido da pessoa numa rotação que faz o pensamento voar pelo espaço do ambiente. Outro dia estava olhando meus discos da época de adolescente, a maioria ainda intacta para tocar. Tenho dois compactos de duas faixas, do Culture Club, Karma Chameleon e The War Song, as capas são espetaculares, além das músicas. Hoje o som é digital tão puro que foge da realidade do ambiente. É como comparar o som de orquestra com um equipamento digital que substitui a orquestra. Hoje o que equivale é a rapidez para escutar a música, perdeu cadencia para mudar de faixa e pensar. Como hoje o pensamento e a conversação são mais monossílabos e estão no ritmo das músicas. Antigamente as lojas de discos eram suntuosas, cada uma especializada em determinadas tipos de músicas. Com a era dos CD´s quase todas fecharam. As que sobreviveram, especializaram na venda de disco. César