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Lula |
Bachelet |
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Popularidade |
73% |
80% |
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Politico |
Esquerda sem ideologia |
Esquerda ideológica |
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Populismo |
carismático |
Carismático |
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Governo |
Aprovação abaixo da popularidade |
Aprovação abaixo da popularidade |
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Influência na reeleição |
A candidata tem potencial |
Perdeu a eleição |
Interessante na America Latina o presidente e governo são avaliados separadamente pela população. Se o presidente é carismático sua popularidade é elevada, mesmo tendo um governo com falhas de planejamento e execução. A figura do presidente na America Latina é o Salvador da Pátria, pode ser centralizador, autoritário, mas sua imagem é dissociada de seu governo pela ótica da população.
A presidente do Chile é carismática, envolve com a população, que é incomum no Chile. Criou um novo padrão político, falar com o povo sem a redoma de vidro. O novo presidente, Piñera segue o mesmo caminho. Para a população latina esse contato corpo a corpo, mão a mão, percebe que o presidente é feita de carne e osso, faz parte da população. Ela não resolveu os grandes problemas sociais do país, continuando com as mesmas falhas dos presidentes anteriores. O terremoto abriu a cortina desse abismo social, em que o país gira
Veja o exemplo do Lula é um hábil político, sabe manipular a platéia conforme seu grau de instrução. É o tipo orador com discurso de auto-ajuda. Ele transmite a empatia na acepção da palavra.
Nos EUA o presidente é o condutor da política de aspiração da sociedade. Não há separação da figura do presidente e de sua política. Ele é o responsável pela condução da política e reflete muito na sua imagem o resultado de sua política.
Nos EUA a centralização do governo federal é limitada, contribuindo para a desburocratização do Estado, uma fiscalização maior da coisa pública, maior transparência , deve prestar conta para própria sociedade civil organizada. Cada cidadão americano é fiscalizado e ele pode também fiscalizar. Essa interação da cidadania possibilita a maior participação da população na política e principalmente na sua região (cidade, estado). Com esse tipo de participação o cidadão americano tem maior noção de cidadania e direitos. Na America Latina por questão cultural e origem a democracia foi adaptada de uma aristocracia, com todos os defeitos. A essência da aristocracia é autoritária, centralizadora e com inúmeros privilégios. A democracia na America Latina foi formada do topo da pirâmide para baixo. Isto quer dizer, um terço da casta privilegiada (funcionários públicos, políticos, etc) é mantida pelos dois terços da sociedade, O que significa na America Latina a democracia é centralizadora, populesca e caudilhesca. Veja o exemplo de Santiago e Brasília, são núcleos que os demais estados ou regiões giram em torno deles e eles são potencialmente dependentes para o desenvolvimento das regiões, cidades, comunidades. São os resquícios das respectivas colonizações espanhola e portuguesa. É uma mistura de feudalismo com democracia.
No sistema feudalismo a hierarquia consistia: Clero (padres, bispos, papa), Nobreza (reis, condes, senhores feudais, duques, cavaleiros), hoje (presidente, congresso, funcionário público, Servos (camponeses), hoje (sociedade). O sistema feudalismo era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. Se analisarmos os significados de sesmarias e capitanias hereditárias, ainda hoje, persistem com outro enfoque. A democracia na America Latina é isso.













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