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<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 22:58:10 -0200</pubDate>
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<title>Lula pode se licenciar para ajudar Dilma</title>
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<pubDate>Thu, 04 Mar 2010 11:33:13 -0300</pubDate>
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<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" alt="lula-e-dilma.jpg" title="lula-e-dilma.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/1/86953/images/public/22222/lula-e-dilma.jpg?v=1267713164953" /></p>
<p><b>O presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva pode se licenciar do cargo,&nbsp;em
agosto e setembro, para participar da campanha de Dilma Rousseff &agrave;
presid&ecirc;ncia, segundo informa&ccedil;&otilde;es&nbsp;do jornal&nbsp;<i>O Globo</i>.</b></p>
<p>Segundo o Estado apurou, o presidente ainda n&atilde;o tomou nenhuma decis&atilde;o sobre o tema. Fontes pr&oacute;ximas &agrave; presid&ecirc;ncia afirmaram, no entanto, que Lula considera a hip&oacute;tese de se licenciar em algum momento durante a campanha, mas que ele pretende concluir o mandato.<br /><br />De acordo com o colunista Ilimar Franco, do O Globo, com o pedido de licen&ccedil;a o presidente Lula quer evitar problemas com a Justi&ccedil;a Eleitoral e se dedicar &agrave; tarefa de eleger o seu sucessor. O per&iacute;odo e o afastamento seriam ditados pela necessidade pol&iacute;tica.<br /><br />Durante o per&iacute;odo de licen&ccedil;a, o cargo poder&aacute; ser exercido pelo presidente do Senado, Jos&eacute; Sarney. O ex-presidente da Rep&uacute;blica &eacute; o &uacute;nico na linha sucess&oacute;ria que poder&aacute; assumir, porque o vice Jos&eacute; Alencar e o presidente da C&acirc;mara, Michel Temer (PMDB-SP) dever&atilde;o ser candidatos nas pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Em outubro, o Estado antecipou que Lula estava sendo pressionado pelo PMDB para considerar a possibilidade de tirar um m&ecirc;s de licen&ccedil;a, durante as elei&ccedil;&otilde;es, para se dedicar integralmente &agrave; campanha de Dilma Rousseff, caso as pesquisas eleitorais sobre a candidata apontassem um desempenho abaixo do esperado.<br /><br /><b>Portal Brasil</b><br /><br />Na quarta-feira, 3, Lula participou do lan&ccedil;amento do Portal Brasil (www.brasil.gov.br), que re&uacute;ne todas as informa&ccedil;&otilde;es dos sites de governo em apenas um site. Nesta quinta-feira, 4, o presidente deve participar &agrave; tarde de uma reuni&atilde;o sobre o PAC II, no Centro Cultural Banco do Brasil, em Bras&iacute;lia.</p>]]></description>
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<title>FAB quer enviar mais aviões ao Chile para trazer brasileiros</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/732751/FAB-quer-enviar-mais-avioes-ao-Chile-para-trazer-brasileiros.html</link>
<pubDate>Tue, 02 Mar 2010 14:18:43 -0300</pubDate>
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<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img src="http://bligoo.com/media/users/4/211811/images/public/22222/terremoto.jpg?v=1267550293728" alt="terremoto.jpg" style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" title="terremoto.jpg" /></p>
<p>A For&ccedil;a A&eacute;rea Brasileira (FAB) divulgou nesta ter&ccedil;a-feira que estuda o envio de outras aeronaves ao Chile com o objetivo de trazer brasileiros que permanecem no pa&iacute;s, atingido por um terremoto de 8,8 graus na escala Richter no &uacute;ltimo s&aacute;bado. </p>
<p>Segundo a FAB, ainda n&atilde;o foi definida uma data para a decolagem das aeronaves. Nesta madrugada, um avi&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica com 30 brasileiros que estavam no Chile pousou na Base A&eacute;rea de S&atilde;o Paulo.</p>
<p><b>Trag&eacute;dia no Chile</b><br />Centenas de pessoas morreram ap&oacute;s o terremoto de 8,8 graus na escala Richter registrado na madrugada de s&aacute;bado (27) no Chile. A contagem de corpos passa de 700, e o n&uacute;mero de afetados chega a 2 milh&otilde;es, segundo o governo. A presidente Michelle Bachelet declarou "estado de cat&aacute;strofe" no pa&iacute;s.</p>
<p>O tremor teve epicentro no mar, a 59,4 km de profundidade, na regi&atilde;o de Maule, no centro do pa&iacute;s e a 300 km ao sul da capital, Santiago. Por isso, foi enviado um alerta de tsunami ao chile, Peru e Equador. Segundo fontes oficiais, o terremoto aconteceu &agrave;s 3h26 pelo hor&aacute;rio local (mesmo hor&aacute;rio em Bras&iacute;lia). O n&uacute;mero de v&iacute;timas mortais e de feridos pode aumentar.</p>
<p><b>Efeitos do estrago</b><br />Os danos materiais do terremoto ainda est&atilde;o sendo avaliados. O muro de uma pris&atilde;o veio abaixo com o abalo s&iacute;smico, o que causou a fuga de mais de 200 detentos na cidade de Chill&aacute;n, a 401 quil&ocirc;metros de Santiago. O aeroporto internacional de Santiago chegou a ser fechado devido a alguns danos em suas instala&ccedil;&otilde;es, e v&aacute;rias pontes ficaram danificadas. A luz e o servi&ccedil;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o cortadas na regi&atilde;o metropolitana e em Valpara&iacute;so foram registrados danos internos em edif&iacute;cios. Os bombeiros correm as ruas de Santiago com megafones dando instru&ccedil;&otilde;es &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Em alguns lugares, falta &aacute;gua pot&aacute;vel. Pelo menos tr&ecirc;s hospitais na capital desabaram e na cidade de Concepci&oacute;n, cerca de 400 km ao sul de Santiago, o edif&iacute;cio do governo local desmoronou e pacientes estavam sendo transferidos dos hospitais, segundo r&aacute;dios chilenas.</p>
<p><b>Mais forte que no Haiti</b><br />O movimento s&iacute;smico, muito mais poderoso que o mort&iacute;fero terremoto que devastou o Haiti em janeiro, tamb&eacute;m causou p&acirc;nico no popular balne&aacute;rio de Vi&ntilde;a del Mar. De manh&atilde;, policiais e bombeiros percorriam as ruas em distintas cidades do pa&iacute;s para verificar a magnitude dos danos e socorrer v&iacute;timas.</p>
<p>O terremoto ocorreu poucos dias antes de completar 25 anos do sismo que causou centenas de v&iacute;timas e destruiu v&aacute;rias localidades no litoral central do Chile, em 3 de mar&ccedil;o de 1985.</p>]]></description>
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<title>América Latina aprova criação de novo bloco regional sem os EUA</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/729062/America-Latina-aprova-cria-o-de-novo-bloco-regional-sem-os-EUA.html</link>
<pubDate>Tue, 23 Feb 2010 18:49:59 -0300</pubDate>
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<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" alt="nuevo_bloque_latinoamericano.jpg" title="nuevo_bloque_latinoamericano.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/1/86953/images/public/22222/nuevo_bloque_latinoamericano.jpg?v=1266961778792" />Os presidentes dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina e do Caribe aprovaram,
nesta ter&ccedil;a-feira em Canc&uacute;n, no M&eacute;xico, a cria&ccedil;&atilde;o de um novo bloco que
represente todas as na&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o sem a participa&ccedil;&atilde;o do Canad&aacute; e dos
Estados Unidos.</p>
<p>O organismo se chamaria, temporariamente, Comunidade dos Estados
Latino-Americanos e Caribenhos e iniciaria suas atividades a partir de
julho de 2011 &ndash; data da pr&oacute;xima C&uacute;pula da Am&eacute;rica Latina e do Caribe em
Caracas, na Venezuela.</p>
<p>&ldquo;Finalmente h&aacute; um consenso sobre isso, tamb&eacute;m houve discuss&otilde;es
intensas&rdquo;, disse o presidente do M&eacute;xico, Felipe Calder&oacute;n. Segundo ele,
o novo bloco deve &ldquo;impulsionar a integra&ccedil;&atilde;o regional e promover a
agenda regional em encontros globais&rdquo;.</p>
<p>At&eacute; agora, os l&iacute;deres ainda n&atilde;o inclu&iacute;ram Honduras no novo grupo regional.</p>
<p>O bloco seria uma alternativa &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos
(OEA) &ndash; o principal f&oacute;rum das rela&ccedil;&otilde;es regionais nos &uacute;ltimos 50 anos. A
OEA tem sofrido cr&iacute;ticas de seus pr&oacute;prios membros ap&oacute;s uma s&eacute;rie de
embates pol&iacute;ticos e comerciais entre pa&iacute;ses da regi&atilde;o e os Estados
Unidos.</p>
<h3>Princ&iacute;pios</h3>
<p>O novo organismo foi aprovado pelos 25 chefes de Estado e de governo que participaram da C&uacute;pula no M&eacute;xico. </p>
<p>Segundo o comunicado divulgado pelos l&iacute;deres, o bloco ter&aacute; entre
seus princ&iacute;pios promover o respeito ao direito internacional, a
igualdade dos Estados, evitar o uso de amea&ccedil;a de for&ccedil;a e trabalhar a
favor do meio ambiente na regi&atilde;o.</p>
<p>Al&eacute;m disso, o organismo deve promover a integra&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica da
regi&atilde;o assim como o di&aacute;logo com outros blocos. As regras de opera&ccedil;&atilde;o
definitivas dever&atilde;o ser adotadas no evento de Caracas, no pr&oacute;ximo ano,
ou na C&uacute;pula que ocorrer&aacute; no Chile, em 2012.</p>
<h3>'Substitui&ccedil;&atilde;o'</h3>
<p>O presidente de Cuba, Ra&uacute;l Castro, elogiou o an&uacute;ncio sobre a
aprova&ccedil;&atilde;o do novo bloco, que incluiria o pa&iacute;s, diferentemente da OEA.</p>
<p>Cuba foi suspensa da Organiza&ccedil;&atilde;o dos Estados Americanos em 1962 por
causa do sistema pol&iacute;tico socialista da ilha. Em 2009, a OEA decidiu
aceitar novamente os cubanos no bloco, mas Cuba rejeitou.</p>
<p>O presidente da Venezuela, Hugo Ch&aacute;vez, j&aacute; havia expressado seu
apoio &agrave; proposta, afirmando que seria uma a&ccedil;&atilde;o para distanciar a regi&atilde;o
da &ldquo;coloniza&ccedil;&atilde;o&rdquo; americana.</p>
<p>Um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos
afirmou que n&atilde;o acredita que o novo bloco substituir&aacute; a OEA. Os termos
do novo organismo e a eventual substitui&ccedil;&atilde;o do Grupo do Rio e da C&uacute;pula
da Am&eacute;rica Latina e do Caribe pelo novo bloco ainda n&atilde;o foram
esclarecidos.</p>
<p>
Segundo o presidente eleito do Chile, Sebasti&aacute;n Pi&ntilde;era, &ldquo;&eacute; muito
importante que n&atilde;o tentemos substituir a OEA&rdquo;. &ldquo;A OEA &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o
permanente e tem suas pr&oacute;prias fun&ccedil;&otilde;es&rdquo;, disse.</p>]]></description>
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<item>
<title>Fernando Henrique adverte para os perigos do Lulismo</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/724764/Fernando-Henrique-adverte-para-os-perigos-do-Lulismo.html</link>
<pubDate>Tue, 16 Feb 2010 10:58:34 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" alt="fhcistoe.jpg" title="fhcistoe.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/4/211811/images/public/22222/fhcistoe.jpg?v=1266325027049" /></p>
<p>H&aacute; quem o ame e quem o odeie. Mas uma coisa &eacute; indiscut&iacute;vel: no mundo da pol&iacute;tica, ningu&eacute;m fica indiferente a ele. Quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fala, os outros escutam. Foi o que ocorreu na semana passada, quando FHC assinou em sua coluna quinzenal no jornal O Estado de S. Paulo um artigo intitulado "Sem medo do passado". Com o texto, ele entrou de vez na campanha eleitoral &ndash; e, pelo visto, n&atilde;o sair&aacute; dela t&atilde;o cedo, segundo assinala o lead da reportagem da revista Veja que foi &agrave;s bancas neste s&aacute;bado de carnaval. O texto de Veja continua aqui, na &iacute;ntegra. O t&iacute;tulo da mat&eacute;ria &eacute; A tempestade FHC:<br /><br />Em dois movimentos, fez o que a oposi&ccedil;&atilde;o foi incapaz de fazer nos &uacute;ltimos sete anos: enfrentou duramente o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, acusando-o de "enunciar inverdades" e "distorcer" fatos para inflar as realiza&ccedil;&otilde;es do PT, e defendeu vigorosamente as conquistas econ&ocirc;micas e sociais do seu pr&oacute;prio governo (1995-2002), enfileirando estat&iacute;sticas que revelam que o desempenho dos tucanos no poder foi muito mais positivo do que tenta fazer crer a propaganda oficial.<br /><br />FHC entrou nessa briga depois de o Pal&aacute;cio do Planalto alardear que tentaria reduzir a elei&ccedil;&atilde;o a um processo plebiscit&aacute;rio, orientado a partir da compara&ccedil;&atilde;o do governo dele com o de Lula. "O PT fica amea&ccedil;ando o tempo todo comparar os governos, como se isso amedrontasse o PSDB. Isso &eacute; conversa. Com o artigo, mostrei ao nosso pessoal que &eacute; poss&iacute;vel defender o que foi feito com toda a tranquilidade. Temos resultados para mostrar. Se o PT quiser ir para o pau, n&oacute;s vamos para o pau", diz Fernando Henrique.<br /><br />O discurso belicoso do ex-presidente elevou o moral da tropa. Tucanos que andavam ressabiados diante do crescimento nas pesquisas da candidata do PT, Dilma Rousseff, voltaram a bater as asas, e FHC passou a semana recebendo telefonemas de congratula&ccedil;&otilde;es. "O presidente Fernando Henrique colocou em brios pessoas que ajudaram a transformar o pa&iacute;s durante seu mandato. Parecia que a gente estava com vergonha de afirmar o legado do PSDB s&oacute; porque o Lula est&aacute; bem nas pesquisas. Isso n&atilde;o tem sentido", diz Arthur Virg&iacute;lio, l&iacute;der tucano no Senado. At&eacute; o governador de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Serra, candidato do partido &agrave; Presid&ecirc;ncia, enviou a FHC um e-mail dizendo que ele havia sido "muito feliz" nas suas considera&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Fernando Henrique se animou. Afinal de contas, nas duas &uacute;ltimas campanhas presidenciais, o PSDB parecia tentar esconder o governo dele &ndash; que, se cometeu alguns erros, colecionou acertos em n&uacute;mero muito superior. FHC, ent&atilde;o, decidiu aumentar o bombardeio ao inimigo. Em S&atilde;o Paulo, disse que a ministra Dilma n&atilde;o &eacute; boa candidata por n&atilde;o ser, sequer, uma l&iacute;der.<br /><br />Ao jornal americano Miami Herald, classificou-a de "autorit&aacute;ria" e "dogm&aacute;tica" e acrescentou que ela poder&aacute; se aproximar do venezuelano Hugo Ch&aacute;vez caso ven&ccedil;a a elei&ccedil;&atilde;o. Os petistas estrilaram com a saraivada, mas sua candidata, desacostumada de sofrer ta-manho bombardeio, limitou-se a dizer que se orgulha do governo ao qual pertence e que seu l&iacute;der &eacute; o presidente Lula.<br /><br />A nova fase "nem paz, nem amor" de FHC anima a milit&acirc;ncia, mas embute dois riscos para o PSDB. O primeiro &eacute; que as cr&iacute;ticas do ex-presidente acabem, involuntariamente, aumentando a estatura pol&iacute;tica de Dilma. Por esse racioc&iacute;nio, FHC deveria se confrontar apenas com Lula, que ocupa o cargo que j&aacute; foi dele um dia &ndash; e n&atilde;o com Dilma, figura comparativamente menor, que jamais recebeu um voto na vida.<br /><br />O segundo risco &eacute; que, se o PSDB entrar na campanha determinado a comparar exaustivamente os resultados dos governos anteriores, estar&aacute; desperdi&ccedil;ando um tempo precioso. Mais importante do que falar sobre o passado, &eacute; discutir o futuro. O Brasil precisa debater o que o pr&oacute;ximo presidente da Rep&uacute;blica vai fazer &ndash; e n&atilde;o comparar o trabalho dos que j&aacute; passaram.<br /><br />Essa armadilha preocupa alguns tucanos, mas FHC &eacute; o primeiro a dizer que a defesa de seu governo n&atilde;o deve ser, nem de longe, prioridade de campanha: "Entrei nessa discuss&atilde;o para dar um basta &agrave;s amea&ccedil;as do PT. N&atilde;o podemos ter receio de fazer compara&ccedil;&otilde;es, mas &eacute; &oacute;bvio que a campanha do PSDB n&atilde;o &eacute; essa. Seria um erro eleitoral ficar discutindo o passado. Temos de olhar para a frente e discutir o que o Serra e Dilma podem oferecer ao pa&iacute;s. &Eacute; a&iacute; que vamos ganhar a elei&ccedil;&atilde;o". </p>
<p><b>http://aluizioamorim.blogspot.com</b></p>
<div style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;" id="_mcePaste">
<p><span style="font-family: verdana;"><span style="color: #000099;">H&aacute;
quem o ame e quem o odeie. Mas uma coisa &eacute; indiscut&iacute;vel: no mundo da
pol&iacute;tica, ningu&eacute;m fica indiferente a ele. Quando o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fala, os outros escutam. Foi o que
ocorreu na semana passada, quando FHC assinou em sua coluna quinzenal
no jornal O Estado de S. Paulo um artigo intitulado "Sem medo do
passado". Com o texto, ele entrou de vez na campanha eleitoral &ndash; e,
pelo visto, n&atilde;o sair&aacute; dela t&atilde;o cedo, segundo assinala o lead da
reportagem da revista <i>Veja</i> que foi &agrave;s bancas neste s&aacute;bado de carnaval. O texto de Veja continua aqui, na &iacute;ntegra. O t&iacute;tulo da mat&eacute;ria &eacute; A tempestade FHC:</span></span></p>
<p><span style="font-family: verdana;">Em
dois movimentos, fez o que a oposi&ccedil;&atilde;o foi incapaz de fazer nos &uacute;ltimos
sete anos: enfrentou duramente o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva,
acusando-o de "enunciar inverdades" e "distorcer" fatos para inflar as
realiza&ccedil;&otilde;es do PT, e defendeu vigorosamente as conquistas econ&ocirc;micas e
sociais do seu pr&oacute;prio governo (1995-2002), enfileirando estat&iacute;sticas
que revelam que o desempenho dos tucanos no poder foi muito mais
positivo do que tenta fazer crer a propaganda oficial.</span><br /><br /><span style="font-family: verdana;">FHC
entrou nessa briga depois de o Pal&aacute;cio do Planalto alardear que
tentaria reduzir a elei&ccedil;&atilde;o a um processo plebiscit&aacute;rio, orientado a
partir da compara&ccedil;&atilde;o do governo dele com o de Lula. "O PT fica
amea&ccedil;ando o tempo todo comparar os governos, como se isso amedrontasse
o PSDB. Isso &eacute; conversa. Com o artigo, mostrei ao nosso pessoal que &eacute;
poss&iacute;vel defender o que foi feito com toda a tranquilidade. Temos
resultados para mostrar. Se o PT quiser ir para o pau, n&oacute;s vamos para o
pau", diz Fernando Henrique.</span><br /><span style="font-family: Verdana;"></span><br /><span style="font-family: verdana;">O
discurso belicoso do ex-presidente elevou o moral da tropa. Tucanos que
andavam ressabiados diante do crescimento nas pesquisas da candidata do
PT, Dilma Rousseff, voltaram a bater as asas, e FHC passou a semana
recebendo telefonemas de congratula&ccedil;&otilde;es. "O presidente Fernando
Henrique colocou em brios pessoas que ajudaram a transformar o pa&iacute;s
durante seu mandato. Parecia que a gente estava com vergonha de afirmar
o legado do PSDB s&oacute; porque o Lula est&aacute; bem nas pesquisas. Isso n&atilde;o tem
sentido", diz Arthur Virg&iacute;lio, l&iacute;der tucano no Senado. At&eacute; o governador
de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Serra, candidato do partido &agrave; Presid&ecirc;ncia, enviou a
FHC um e-mail dizendo que ele havia sido "muito feliz" nas suas
considera&ccedil;&otilde;es.</span><br /><br /><span style="font-family: verdana;">Fernando
Henrique se animou. Afinal de contas, nas duas &uacute;ltimas campanhas
presidenciais, o PSDB parecia tentar esconder o governo dele &ndash; que, se
cometeu alguns erros, colecionou acertos em n&uacute;mero muito superior. FHC,
ent&atilde;o, decidiu aumentar o bombardeio ao inimigo. Em S&atilde;o Paulo, disse
que a ministra Dilma n&atilde;o &eacute; boa candidata por n&atilde;o ser, sequer, uma l&iacute;der.</span><br /><br /><span style="font-family: verdana;">Ao
jornal americano Miami Herald, classificou-a de "autorit&aacute;ria" e
"dogm&aacute;tica" e acrescentou que ela poder&aacute; se aproximar do venezuelano
Hugo Ch&aacute;vez caso ven&ccedil;a a elei&ccedil;&atilde;o. Os petistas estrilaram com a
saraivada, mas sua candidata, desacostumada de sofrer ta-manho
bombardeio, limitou-se a dizer que se orgulha do governo ao qual
pertence e que seu l&iacute;der &eacute; o presidente Lula.</span><br /><span style="font-family: Verdana;"></span><br /><span style="font-family: verdana;">A
nova fase "nem paz, nem amor" de FHC anima a milit&acirc;ncia, mas embute
dois riscos para o PSDB. O primeiro &eacute; que as cr&iacute;ticas do ex-presidente
acabem, involuntariamente, aumentando a estatura pol&iacute;tica de Dilma. Por
esse racioc&iacute;nio, FHC deveria se confrontar apenas com Lula, que ocupa o
cargo que j&aacute; foi dele um dia &ndash; e n&atilde;o com Dilma, figura comparativamente
menor, que jamais recebeu um voto na vida.</span><br /><br /><span style="font-family: verdana;">O
segundo risco &eacute; que, se o PSDB entrar na campanha determinado a
comparar exaustivamente os resultados dos governos anteriores, estar&aacute;
desperdi&ccedil;ando um tempo precioso. Mais importante do que falar sobre o
passado, &eacute; discutir o futuro. O Brasil precisa debater o que o pr&oacute;ximo
presidente da Rep&uacute;blica vai fazer &ndash; e n&atilde;o comparar o trabalho dos que
j&aacute; passaram.</span><br /><br /><span style="font-family: verdana;">Essa
armadilha preocupa alguns tucanos, mas FHC &eacute; o primeiro a dizer que a
defesa de seu governo n&atilde;o deve ser, nem de longe, prioridade de
campanha: "Entrei nessa discuss&atilde;o para dar um basta &agrave;s amea&ccedil;as do PT.
N&atilde;o podemos ter receio de fazer compara&ccedil;&otilde;es, mas &eacute; &oacute;bvio que a campanha
do PSDB n&atilde;o &eacute; essa. Seria um erro eleitoral ficar discutindo o passado.
Temos de olhar para a frente e discutir o que o Serra e Dilma podem
oferecer ao pa&iacute;s. &Eacute; a&iacute; que vamos ganhar a elei&ccedil;&atilde;o".</span> </p>
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<title>Quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/712053/Quanta-coisa-existe-de-que-n-o-preciso-para-ser-feliz.html</link>
<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 10:27:32 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" title="FreiBetto9796.jpeg" src="http://bligoo.com/media/users/4/211811/images/public/22222/FreiBetto9796.jpeg?v=1264508687057" /></p>
<p>Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mong&oacute;lia, do Jap&atilde;o e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de a&ccedil;afr&atilde;o. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de S&atilde;o Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, j&aacute; haviam tomado caf&eacute; da manh&atilde; em casa, mas como a companhia a&eacute;rea oferecia um outro caf&eacute;, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'</p>
<p>Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, &agrave;s nove da manh&atilde;, e perguntei: 'N&atilde;o foi &agrave; aula?' Ela respondeu: 'N&atilde;o, tenho aula &agrave; tarde'. Comemorei: 'Que bom, ent&atilde;o de manh&atilde; voc&ecirc; pode brincar, dormir at&eacute; mais tarde'. 'N&atilde;o', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manh&atilde;...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de ingl&ecirc;s, de bal&eacute;, de pintura, piscina', e come&ccedil;ou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela n&atilde;o disse: 'Tenho aula de medita&ccedil;&atilde;o!</p>
<p>Estamos construindo super-homens e super&nbsp; mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente&nbsp; infantilizados.</p>
<p>Uma progressista cidade do interior de S&atilde;o Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de gin&aacute;stica; hoje, tem sessenta academias de gin&aacute;stica e tr&ecirc;s livrarias! N&atilde;o tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a despropor&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; malha&ccedil;&atilde;o do esp&iacute;rito. Acho &oacute;timo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, n&atilde;o tinha uma celulite!' Mas como fica a quest&atilde;o da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?</p>
<p>Hoje, a palavra &eacute; virtualidade. Tudo &eacute; virtual. Trancado em seu quarto, em Bras&iacute;lia, um homem pode ter uma amiga &iacute;ntima em T&oacute;quio, sem nenhuma preocupa&ccedil;&atilde;o de conhecer o seu vizinho de pr&eacute;dio ou de quadra! Tudo &eacute; virtual. Somos m&iacute;sticos virtuais, religiosos virtuais, cidad&atilde;os virtuais. E somos tamb&eacute;m eticamente virtuais...</p>
<p>A palavra hoje &eacute; 'entretenimento'; domingo, ent&atilde;o, &eacute; o dia nacional da imbeciliza&ccedil;&atilde;o coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai l&aacute; e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade n&atilde;o consegue vender felicidade, passa a ilus&atilde;o de que felicidade &eacute; o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este&nbsp; t&ecirc;nis,&nbsp; usar esta camisa, comprar este carro,voc&ecirc; chega l&aacute;!' O problema &eacute;&nbsp; que, em geral, n&atilde;o se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba&nbsp; precisando de um analista. Ou de rem&eacute;dios. Quem resiste, aumenta a neurose.</p>
<p>O grande desafio &eacute; come&ccedil;ar a ver o quanto &eacute; bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Ali&aacute;s, para uma boa sa&uacute;de mental&nbsp; tr&ecirc;s requisitos s&atilde;o indispens&aacute;veis: amizades,&nbsp; autoestima, aus&ecirc;ncia de estresse.</p>
<p>H&aacute; uma l&oacute;gica religiosa no consumismo p&oacute;s-moderno. Na Idade M&eacute;dia, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constr&oacute;i-se um shopping-center. &Eacute; curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitet&ocirc;nicas de catedrais estilizadas; neles n&atilde;o se pode ir de qualquer maneira, &eacute; preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensa&ccedil;&atilde;o paradis&iacute;aca: n&atilde;o h&aacute; mendigos, crian&ccedil;as de rua, sujeira pelas cal&ccedil;adas...</p>
<p>Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano p&oacute;s-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os v&aacute;rios nichos, todas aquelas capelas com os vener&aacute;veis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar &agrave; vista, sente-se no reino dos c&eacute;us. Deve-se passar cheque pr&eacute;-datado, pagar a cr&eacute;dito,&nbsp; entrar no cheque especial, sente-se no purgat&oacute;rio. Mas se n&atilde;o pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia p&oacute;s-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hamb&uacute;rguer do Mc Donalds...</p>
<p>Costumo advertir os balconistas que me cercam &agrave; porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socr&aacute;tico.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'S&oacute;crates, fil&oacute;sofo grego, tamb&eacute;m gostava de descansar a cabe&ccedil;a percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como voc&ecirc;s o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que n&atilde;o preciso para ser feliz !"</p>
<p><b>Frei Betto (Carlos Alberto Lib&acirc;nio Christo)</b></p>
<p>Frei Betto (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1944) &eacute; um escritor e religioso dominicano brasileiro, filho do jornalista Ant&ocirc;nio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo, autora do cl&aacute;ssico "Fog&atilde;o de Lenha - 300 anos de cozinha mineira" (Garamond).<br /><br />Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em S&atilde;o Paulo.<br /><br />Adepto da Teologia da Liberta&ccedil;&atilde;o, &eacute; militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a fun&ccedil;&atilde;o de assessor especial de Luiz In&aacute;cio Lula da Silva, Presidente da Rep&uacute;blica, entre 2003 e 2010. Frei Betto, foi coordenador de Mobiliza&ccedil;&atilde;o Social do programa Fome Zero.</p>
<div style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;" id="_mcePaste"><i><b><span style="font-size: 16pt; color: #c00000;">Ao
viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da
Mong&oacute;lia, do &nbsp;Jap&atilde;o e da China. Eram homens serenos, comedidos,
recolhidos e em paz nos seus mantos cor de a&ccedil;afr&atilde;o. &nbsp;Outro dia, eu
observava o movimento do aeroporto de S&atilde;o Paulo: a sala de espera cheia
de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos,
geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, j&aacute; haviam tomado
caf&eacute; da manh&atilde; em casa, mas como a companhia a&eacute;rea oferecia um outro
caf&eacute;, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois
modelos produz felicidade?'</span></b></i><b><span style="font-size: 16pt;"> </span></b><b><span style="font-size: 16pt;"><br /><i><span style="color: navy;">Encontrei
Daniela, 10 anos, no elevador, &agrave;s nove da manh&atilde;, e perguntei: 'N&atilde;o foi
&agrave; aula?' Ela respondeu: 'N&atilde;o, tenho aula &agrave; tarde'. Comemorei: 'Que bom,
ent&atilde;o de manh&atilde; voc&ecirc; pode brincar, dormir at&eacute; mais tarde'. 'N&atilde;o',
retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manh&atilde;...' 'Que tanta coisa?',
perguntei. 'Aulas de ingl&ecirc;s, de bal&eacute;, de pintura, piscina', e come&ccedil;ou a
elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena,
a Daniela n&atilde;o disse: 'Tenho aula de medita&ccedil;&atilde;o!</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: navy;">Estamos construindo super-homens e super &nbsp;mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente &nbsp;infantilizados.</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: #c00000;">Uma
progressista cidade do interior de S&atilde;o Paulo tinha, em 1960, seis
livrarias e uma academia de gin&aacute;stica; hoje, tem sessenta academias de
gin&aacute;stica e tr&ecirc;s livrarias! N&atilde;o tenho nada contra malhar o corpo, mas
me preocupo com a despropor&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; malha&ccedil;&atilde;o do esp&iacute;rito. Acho
&oacute;timo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha,
uma maravilha, n&atilde;o tinha uma celulite!' Mas como fica a quest&atilde;o da
subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? </span></i><br /><i><span style="color: navy;">Hoje,
a palavra &eacute; virtualidade. Tudo &eacute; virtual. Trancado em seu quarto, em
Bras&iacute;lia, um homem pode ter uma amiga &iacute;ntima em T&oacute;quio, sem nenhuma
preocupa&ccedil;&atilde;o de conhecer o seu vizinho de pr&eacute;dio ou de quadra! Tudo &eacute;
virtual. Somos m&iacute;sticos virtuais, religiosos virtuais, cidad&atilde;os
virtuais. E somos tamb&eacute;m eticamente virtuais...</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: #c00000;">A
palavra hoje &eacute; 'entretenimento'; domingo, ent&atilde;o, &eacute; o dia nacional da
imbeciliza&ccedil;&atilde;o coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai l&aacute; e
se &nbsp;apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como
a publicidade n&atilde;o consegue vender felicidade, passa a ilus&atilde;o de que
felicidade &eacute; o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este
refrigerante, vestir este &nbsp;t&ecirc;nis, &nbsp;usar esta camisa, comprar este
carro,voc&ecirc; chega l&aacute;!' O problema &eacute; &nbsp;que, em geral, n&atilde;o se chega! Quem
cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba &nbsp;precisando de um
analista. Ou de rem&eacute;dios. Quem resiste, aumenta a neurose.</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: navy;">O
grande desafio &eacute; come&ccedil;ar a ver o quanto &eacute; bom ser livre de todo esse
condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se
viver melhor. Ali&aacute;s, para uma boa sa&uacute;de mental &nbsp;tr&ecirc;s requisitos s&atilde;o
indispens&aacute;veis: amizades, &nbsp;autoestima, aus&ecirc;ncia de estresse.</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: navy;">H&aacute;
uma l&oacute;gica religiosa no consumismo p&oacute;s-moderno. Na Idade M&eacute;dia, as
cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil,
constr&oacute;i-se um shopping-center. &Eacute; curioso: a maioria dos
shoppings-centers tem linhas arquitet&ocirc;nicas de catedrais estilizadas;
neles n&atilde;o se pode ir de qualquer maneira, &eacute; preciso vestir roupa de
&nbsp;missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensa&ccedil;&atilde;o paradis&iacute;aca: n&atilde;o
h&aacute; mendigos, crian&ccedil;as de rua, sujeira pelas cal&ccedil;adas...</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: #c00000;">Entra-se
naqueles claustros ao som do gregoriano p&oacute;s-moderno, aquela musiquinha
de esperar dentista. Observam-se os v&aacute;rios nichos, todas aquelas
capelas com os vener&aacute;veis objetos de consumo, acolitados por belas
sacerdotisas. Quem pode comprar &agrave; vista, sente-se no reino dos c&eacute;us.
Deve-se passar cheque pr&eacute;-datado,</span><span style="color: navy;"> </span><span style="color: #c00000;">pagar
a cr&eacute;dito, &nbsp;entrar no cheque especial, sente-se no purgat&oacute;rio. Mas se
n&atilde;o pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente,
terminam todos na eucaristia p&oacute;s-moderna, irmanados na mesma mesa, com
o mesmo suco e o mesmo &nbsp;hamb&uacute;rguer do Mc Donald...</span></i><b> </b><br /><i><span style="color: navy;">Costumo
advertir os balconistas que me cercam &agrave; porta das lojas: 'Estou apenas
fazendo um passeio socr&aacute;tico.' Diante de seus olhares espantados,
explico: 'S&oacute;crates, fil&oacute;sofo grego, tamb&eacute;m gostava de descansar a cabe&ccedil;a</span></i></span></b><i><b><span style="font-size: 16pt;"> <span style="color: navy;">percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como voc&ecirc;s o assediavam, ele respondia: </span></span></b></i><i><b><span style="font-size: 22pt; color: navy;">"Estou apenas observando quanta coisa existe de que n&atilde;o preciso para ser feliz !"</span></b></i></div>]]></description>
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<item>
<title>Piñera acredita que Brasil pode seguir exemplo do Chile</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/707036/Pinera-acredita-que-Brasil-pode-seguir-exemplo-do-Chile.html</link>
<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 14:25:01 -0200</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/707036/Pinera-acredita-que-Brasil-pode-seguir-exemplo-do-Chile.html</guid>
<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" title="pineralula.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/1/86953/images/public/22222/pineralula.jpg?v=1263918282993" /></p>
<p>O presidente eleito do Chile, Sebasti&aacute;n Pi&ntilde;era, citou a popularidade do
presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva para avaliar sua pr&oacute;pria vit&oacute;ria
no pleito realizado no &uacute;ltimo domingo, e insinuou que o Brasil pode
seguir o caminho de seu pa&iacute;s e mudar da esquerda para a oposi&ccedil;&atilde;o.
</p>
<p>Para
Pi&ntilde;era, &eacute; perfeitamente natural que um l&iacute;der n&atilde;o consiga eleger seu
sucessor, mesmo se for muito popular - caso do Chile, onde a excelente
avalia&ccedil;&atilde;o de Michele Bachelet n&atilde;o foi suficiente para que Eduardo Frei,
candidato de situa&ccedil;&atilde;o, vencesse o pleito. Al&eacute;m disso, afirma que a
popularidade n&atilde;o significa, necessariamente, que n&atilde;o h&aacute; necessidade de
mudan&ccedil;as.</p>
<p>"&Eacute; certo, a presidente (do Chile,
Michelle) Bachelet &eacute; muito popular e o presidente Lula tamb&eacute;m, mas n&atilde;o
se deve confundir a popularidade de um presidente com a necessidade de
mudan&ccedil;a de um pa&iacute;s", afirmou, em entrevista com jornalistas
estrangeiros.</p>
<p>"O Brasil ter&aacute; que tomar seu
pr&oacute;prio caminho e eu vou a respeitar naturalmente a decis&atilde;o democr&aacute;tica
que a popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s tomar,mas vou deixar muito claro que uma coisa
&eacute; a popularidade de um presidente e outra coisa &eacute; a necessidade de
mudan&ccedil;as que pode experimentar um pa&iacute;s, como ficou demonstrado ontem de
forma clara (no Chile)", avaliou o presidente eleito, que acredita que
o Brasil pode se beneficiar se a oposi&ccedil;&atilde;o vencer as elei&ccedil;&otilde;es do final
do ano.</p>
<p>Pi&ntilde;era garantiu que tem "um apre&ccedil;o
muito grande" pelos dois principais pr&eacute;-candidatos presidenciais do
pa&iacute;s. O governador de S&atilde;o Paulo, Jos&eacute; Serra, do PSDB, lidera as
pesquisas &agrave; frente da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT),
prov&aacute;vel candidata da situa&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>"Apesar de a
presidente Bachelet ter &iacute;ndices muito altos de popularidade e apoio
(que passam de 80%), n&oacute;s ganhamos limpa e democraticamente a elei&ccedil;&atilde;o
presidencial de domingo. Ficou claro que o Chile queria e precisava de
uma mudan&ccedil;a", destaca. </p>
<p>Pi&ntilde;era garantiu, durante a mesma
entrevista, que o Brasil est&aacute; entre os primeiros pa&iacute;ses que vai visita,
logo ap&oacute;s assumir a presid&ecirc;ncia, no pr&oacute;ximo dia 11 de mar&ccedil;o. </p>
<p>&nbsp;<b>Popularidade de Lula est&aacute; entre as maiores das Am&eacute;ricas</b></p>
<p>O
presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva segue entre os l&iacute;deres mais bem
avaliados da Am&eacute;rica. &Eacute; o que aponta a pesquisa divulgada na
segunda-feira, pelo empresa Consulta Mitfsky. O l&iacute;der brasileiro subiu
dois pontos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; lista apresentada em setembro e ocupa o
terceiro lugar na lista, que &eacute; liderada pelo presidente do Panam&aacute;,
Ricardo Martinelli, que tem 91% de aprova&ccedil;&atilde;o. Logo depois, segue o
presidente de El Salvador, com 88%. </p>
<p>O relat&oacute;rio
tamb&eacute;m destaca que Lula tem "grande m&eacute;rito", pois ap&oacute;s sete anos poder,
ainda se mant&eacute;m popular. Al&eacute;m disso o documento apontou que a l&iacute;der
chilena Michele Bachelet, que vai deixar o cargo em mar&ccedil;o, tem 81% de
aprova&ccedil;&atilde;o. Os quatro primeiros l&iacute;deres tem a avalia&ccedil;&atilde;o considerada
"excelente". Em seguida seguem, com avalia&ccedil;&atilde;o considerada "alta", est&atilde;o
o presidente da Col&ocirc;mbia, &Aacute;lvaro Uribe (64%); o uruguaio Tabar&eacute; V&aacute;zquez
(61%); Evo Morales, da Bol&iacute;via (60%); Felipe Calder&oacute;n, do M&eacute;xico (55%).</p>
<p>Os l&iacute;deres com avalia&ccedil;&atilde;o "m&eacute;dia", est&atilde;o o paraguaio Fernando Lugo, com 50% de aprova&ccedil;&atilde;o, e o norte-americano Barack Obama 48%. </p>
<p>J&aacute;
os presidentes com a avalia&ccedil;&atilde;o "baixa" est&atilde;o &Oacute;scar Arias, da Costa
Rica, com 44% e o equatoriano Rafael Correa com 42%. E por fim, os
chefes do executivo que tem a taxa considerada "muito baixa" s&atilde;o os
presidentes do Canad&aacute;, Stephen Harper, com 32%; Alan Garcia, do Peru,
com 29% ; Daniel Ortega, da Nicar&aacute;gua, com 26% e no final da lista a
argentina Cristina Kirchner, com 19%.</p>
<p>http://www.estadao.com.br</p>]]></description>
<wfw:commentRss>http://seligabrasil.bligoo.com/rss/comments/view/707036</wfw:commentRss>
</item>
<item>
<title>Você acha que as eleições em Honduras devem ser reconhecidas?</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/672267/Voc-acha-que-as-elei-oes-em-Honduras-devem-ser-reconhecidas.html</link>
<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 12:55:45 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<p>.... Apesar de v&aacute;rios pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas afirmarem que v&atilde;o reconhecer as
elei&ccedil;&otilde;es em Honduras, o Brasil insiste que n&atilde;o aceitar&aacute; o resultado do
processo eleitoral. <br /><br />Em Portugal, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro &ldquo;n&atilde;o tem porque repensar a quest&atilde;o&rdquo;.</p>]]></description>
<wfw:commentRss>http://seligabrasil.bligoo.com/rss/comments/view/672267</wfw:commentRss>
</item>
<item>
<title>Documento do PT defende controle público e sanção à imprensa</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/663824/Documento-do-PT-defende-controle-publico-e-san-o-imprensa.html</link>
<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 11:24:12 -0200</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/663824/Documento-do-PT-defende-controle-publico-e-san-o-imprensa.html</guid>
<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<div class="printing p1 fontsize page" id="SearchKey_Text1">
<img style="border: 0pt none; margin: 4px; float: left;" title="liberdade_de_imprensa.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/1/86953/images/public/22222/liberdade_de_imprensa.jpg?v=1258634648323" height="220" width="281" />
<p>Para mim &eacute; simples. Tentar calar a imprensa &eacute; a melhor maneira de fomentar a impunidade. A imprensa erra, j&aacute; errou e sempre vai errar. &Eacute; claro, n&atilde;o &eacute; perfeita e est&aacute; sujeita a m&aacute;s apura&ccedil;&otilde;es e at&eacute; mesmo a equ&iacute;vocos deliberados. Mas tem o dever social de fiscalizar os poderes em todas as inst&acirc;ncias e garantir ao cidad&atilde;o o direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Um documento aprovado pelo diret&oacute;rio nacional do PT que defende o controle p&uacute;blico dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser apresentado pelo partido durante a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o (Confecom), a ser realizada entre os dias 14 e 17 de dezembro em Bras&iacute;lia. As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o do jornal O Globo.<br /><br />No texto "Resolu&ccedil;&atilde;o Sobre a Estrat&eacute;gia Petista na Confecom", o PT defende a cria&ccedil;&atilde;o de mecanismos de san&ccedil;&atilde;o &agrave; imprensa e mudan&ccedil;as no atual modelo de outorga de concess&otilde;es no setor de comunica&ccedil;&atilde;o que, segundo o partido, &eacute; anacr&ocirc;nico, autorit&aacute;rio e "privilegia grupos comerciais em detrimento dos interesses da popula&ccedil;&atilde;o".<br /><br />O documento deve ser apresentado a petistas com cargos no governo presentes ao evento. A confer&ecirc;ncia, organizada pelo governo federal, tem como objetivo levantar propostas para nortear a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o setor. A previs&atilde;o &eacute; que participem representantes do governo, sociedade e empresas de comunica&ccedil;&atilde;o.</p>
<h2 style="text-align: center;">"Posso n&atilde;o concordar com nenhuma das palavras que voc&ecirc; disser, mas defenderei at&eacute; a morte o direito de voc&ecirc;<span style="text-decoration: none;"> diz&ecirc;-las"</span></h2>
<h2 style="text-align: right;">Voltaire</h2>
</div>]]></description>
<wfw:commentRss>http://seligabrasil.bligoo.com/rss/comments/view/663824</wfw:commentRss>
</item>
<item>
<title>Luiz Carlos Barreto: "&#39;Lula, o Filho do Brasil&#39; é meu último filme como produtor"</title>
<link>http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/663467/Luiz-Carlos-Barreto-Lula-o-Filho-do-Brasil-e-meu-ultimo-filme-como-produtor.html</link>
<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:19:36 -0200</pubDate>
<guid isPermaLink="false">http://seligabrasil.bligoo.com/content/view/663467/Luiz-Carlos-Barreto-Lula-o-Filho-do-Brasil-e-meu-ultimo-filme-como-produtor.html</guid>
<dc:creator>Francisco Díaz-Valdés</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none; margin: 4px; float: left;" title="luis_carlos_barreto.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/1/86953/images/public/22222/luis_carlos_barreto.jpg?v=1258575269780" height="164" width="306" />Diante do espet&aacute;culo de constrangimentos que foi a&nbsp; abertura do 42o. Festival de Bras&iacute;lia do Cinema Brasileiro , a coletiva de imprensa do filme "Lula, o Filho do Brasil" na manh&atilde; de quarta (18) foi muito tranquila, civilizada e cheia de surpresas. O diretor F&aacute;bio Barreto, mais calmo e ponderado do que na noite anterior, disse ter ficado feliz com a sess&atilde;o. "O filme se imp&ocirc;s, o p&uacute;blico assistiu com interesse", disse ele. "N&atilde;o acho que teria sess&atilde;o melhor do que essa."</p>
<p>Ao final da coletiva, o patriarca do cl&atilde;, o produtor Luiz Carlos Barreto, conhecido no meio cinematogr&aacute;fico como Barret&atilde;o, anunciou que est&aacute; se aposentando. "Esse &eacute; meu &uacute;ltimo filme", disse ele, que tem no curr&iacute;culo a fotografia de "A Hora e a Vez de Augusto Matraga", a produ&ccedil;&atilde;o de "Dona Flor e Seus Dois Maridos" e de outros cl&aacute;ssicos do cinema brasileiro. &Eacute; o fim de uma era.<br /><br />F&aacute;bio Barreto, sua irm&atilde;, a produtora Paula Barreto, e parte da equipe e do elenco responderam a v&aacute;rias perguntas sobe o car&aacute;ter pol&iacute;tico e "eletoreiro" do filme, a aus&ecirc;ncia de certas passagens pol&ecirc;micas da vida de Lula e a escolha do ator Rui Ricardo Diaz para o papel-t&iacute;tulo. F&aacute;bio e Paula falaram tamb&eacute;m sobre a possibilidade de transformar "Lula, o Filho do Brasil" em miniss&eacute;rie, sobre a distribui&ccedil;&atilde;o internacional do filme e a participa&ccedil;&atilde;o em festivais internacionais.<br /><br />Paula rebateu a cr&iacute;ticas de que o "Lula, o Filho do Brasil" tem esp&iacute;rito "eleitoreiro" ao revelar que os diretos do livro hom&ocirc;nimo em que o filme foi baseado, escrito pela jornalista Denise Paran&aacute;, teve os direitos comprados pela produtora LC Barreto em 2003. "Nessa &eacute;poca, as pessoas l&aacute; fora queriam saber quem era o Lula e achamos que um filme com a hist&oacute;ria dele poderia ser interessante", disse a produtora. "Tivemos muitas dificuldades para conseguir patrocinadores e ainda tivemos a ocorr&ecirc;ncia da crise, mas o tempo de um filme &eacute; esse mesmo, cerca de sete anos."<br /><br />Sobre a aus&ecirc;ncia de qualquer refer&ecirc;ncia no filme ao romance entre Lula e Miriam Cordeiro, que teria resultado no nascimento de Lurian, Paula respondeu que se tratou de um problema jur&iacute;dico. "Havia cenas no filme referentes ao relacionamento entre Lula e Miriam", respondeu ela. "Mas como a Miriam n&atilde;o nos deu autoriza&ccedil;&atilde;o tivemos que cortar todas as refer&ecirc;ncias a ela." Na plateia, junto dos jornalistas, o produtor Luiz Carlos Barreto contou a uma rep&oacute;rter que a cena em quest&atilde;o mostrava Lula conversando com a m&atilde;e sobre o relacionamento com M&iacute;riam e a gravidez da companheira: "Ele dizia que, apesar disso, n&atilde;o queria casar com ela".<br /><br />"Lula, o Filho do Brasil" ter&aacute; pelo menos quatro sess&otilde;es p&uacute;blicas antes da estreia, em 1o. de janeiro de 2010. A primeira ser&aacute; em Recife, no dia 28; a segunda, no dia 28, em S&atilde;o Bernardo do Campo; a terceira, no dia 7 de dezembro, na Para&iacute;ba, e a &uacute;ltima no dia 8 de dezembro, no Rio de Janeiro. Segundo F&aacute;bio Barreto, o presidente Lula disse a ele na ter&ccedil;a (17) &agrave; noite que quer assistir ao filme em S&atilde;o Bernardo junto com a fam&iacute;lia e companheiros da &eacute;poca do sindicalismo. "Ap&oacute;s a sess&atilde;o de ontem &agrave; noite, fomos convidados pela Dona Marisa Let&iacute;cia para visitar o presidente no pal&aacute;cio da Alvorada", contou o diretor. "Eu levei uma c&oacute;pia para que ele pudesse ver quando quisesse, mas ele disse que queria assist&iacute;-lo em S&atilde;o Bernardo."<br /><br />Carlos Eduardo Rodrigues, da Globo Filmes, disse que, com "Lula", pretende quebrar o recorde de c&oacute;pias e abertura para filmes nacionais. A perspectiva &eacute; de que o filme entre em cartaz em 500 telas. Paula Barreto tamb&eacute;m confirmou que existe a possibilidade de transform&aacute;-lo em miniss&eacute;rie e a prioridade, nesse caso, seria da co-produtora. "Temos muito material filmado e isso seria o mais l&oacute;gico a fazer", disse ela. Sobre a carreira internacional da produ&ccedil;&atilde;o, ela afirmou que n&atilde;o se associar&atilde;o &agrave;s majors americanas. "Vamos nos associar a distribuidoras em cada pa&iacute;s", explicou ela. "O primeiro pa&iacute;s fora do Brasil em que lan&ccedil;aremos o filme ser&aacute; a Argentina."</p>
<p>
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<title>Petrobras tem 2º maior lucro entre empresas dos EUA e América Latina... Dinheiro público!?</title>
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<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 17:58:23 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="margin-left: 4px; margin-right: 4px; margin-top: 4px; margin-bottom: 4px; border: 0" title="petrobras.png" src="http://bligoo.com/media/users/4/211811/images/public/22222/petrobras.png?v=1258574230558" height="124" width="421" /></p>
<p>Chegou a hora de ver onde vai cair esse dinheiro...!!!</p>
<p>A Petrobras registrou o segundo maior lucro l&iacute;quido entre as 25 maiores
empresas de capital aberto do continente americano (sem considerar as
companhias canadenses). O res</p>
<p>ultado do terceiro trimestre ficou em US$
4,107 bilh&otilde;es.
</p>
<p>A estatal perde somente para a americana Exxon Mobil (US$ 4,730
bilh&otilde;es), tamb&eacute;m do ramo petrol&iacute;fero, de acordo com levantamento feito
pela consultoria Econom&aacute;tica.
</p>
<p>
A pesquisa considera os balan&ccedil;os com os resultados do terceiro trimestre deste ano e leva em conta empresas de todos os setores.
</p>
<p>
A outra empresa brasileira melhor colocada nesse ranking &eacute; a Vale, com
lucro de US$ 1,689 bilh&atilde;o, ocupando o 22&ordm; lugar da lista, acima de
Apple Computer (US$ 1,665 bilh&atilde;o), Hewlett-Packard (US$ 1,642 bi) e
Google (US$ 1,639 bi).
</p>
<p>Em uma amostra restrita &agrave;s empresas latino-americanas, Petrobras e
Vale lideram o ranking dos 25 maiores lucros, dominado pelas companhias
brasileiras, que tiveram 15 dos 25 melhores resultados registrados no
subcontinente neste terceiro trimestre.
</p>
<p>Empresas mexicanas ocupam cinco posi&ccedil;&otilde;es nesse ranking, enquanto
duas empresas argentinas (Ypf e Tenaris) conseguiram lugar na amostra
dos maiores ganhos.
</p>
<p>
<b>Valor de mercado</b>
</p>
<p>A Petrobras &eacute; a terceira maior empresa de capital aberto entre
Brasil e Estados Unidos, tamb&eacute;m segundo levantamento da Econom&aacute;tica,
que n&atilde;o considera o Canad&aacute;. A Petrobras subiu 118 posi&ccedil;&otilde;es no ranking
durante o governo Lula.
</p>
<p>
De acordo com a consultoria, a Vale &eacute; a 14&ordf; na mesma compara&ccedil;&atilde;o, tendo subido 139 posi&ccedil;&otilde;es durante o governo Lula.
</p>
<p>No final do 2002, a Petrobras tinha um valor de mercado de US$ 15,4
bilh&otilde;es o que a colocava na 121&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o. No &uacute;ltimo dia 9, a empresa
seria a terceira maior por valor de mercado com US$ 207,9 bilh&otilde;es. No
per&iacute;odo do governo Lula a Petrobras subiu 118 posi&ccedil;&otilde;es e teve um
crescimento de US$ 192,5 bilh&otilde;es.
</p>
<p>No final de 2002, a Vale fechou com US$ 11 bilh&otilde;es em valor de
mercado, o que a colocava na posi&ccedil;&atilde;o numero 153&ordf; entre as empresas dos
EUA. No &uacute;ltimo dia 9, o valor ficou em US$ 141,9 bilh&otilde;es, colocando-a
na 14&ordf; coloca&ccedil;&atilde;o entre as norte-americanas (sem considerar a
Petrobras). No per&iacute;odo do governo Lula, a Vale subiu 139 posi&ccedil;&otilde;es, com
crescimento de US$ 130 bilh&otilde;es.
</p>
<p>Atualmente, a empresa com maior valor de mercado nos EUA &eacute; a Exxon,
com US$ 345,8 bilh&otilde;es, seguida pela Microsoft, com US$ 257,4 bilh&otilde;es.</p>
<p>
Folha Online</p>]]></description>
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