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<pubDate>Mon, 06 Sep 2010 12:13:46 -0300</pubDate>
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<title>Maiores poluidores do mundo não querem discutir suas metas em Copenhague</title>
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<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 17:39:15 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Arnaldo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none; margin: 4px; float: left;" title="copenhagen-2009.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/4/211811/images/public/22222/copenhagen-2009.jpg?v=1260905801364" height="248" width="271" />EUA e China deram demonstra&ccedil;&otilde;es, nesta ter&ccedil;a-feira (15), de que n&atilde;o
pretendem discutir as metas de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es j&aacute; anunciadas em
Copenhague. Ambos os pa&iacute;ses, os maiores poluidores do planeta,
apresentaram propostas consideradas t&iacute;midas antes da confer&ecirc;ncia do
clima da ONU.</p>
<p>O enviado norte-americano para as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas Todd Stern
informou que o pa&iacute;s n&atilde;o deve aumentar suas metas de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es
poluentes at&eacute; 2020. De acordo com ele, o compromisso dos EUA est&aacute;
estreitamente ligado &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o interna norte-americana sobre o
clima, que ainda tem de ser aprovada.</p>
<p>Segundo ele, o pa&iacute;s n&atilde;o vai assumir esse compromisso por enquanto, por n&atilde;o desejarem prometer algo que ainda n&atilde;o t&ecirc;m.</p>
<p>&nbsp;A Administra&ccedil;&atilde;o do presidente Barack Obama se comprometeu a cortar
as emiss&otilde;es de carbono norte-americanas em 17% at&eacute; 2020, frente aos
n&iacute;veis de 2005, o que significa uma redu&ccedil;&atilde;o de 3% a 4% em rela&ccedil;&atilde;o a
1990, ano de refer&ecirc;ncia adotado pela Uni&atilde;o Europeia.</p>
<p>Os EUA, que junto com a China s&atilde;o respons&aacute;veis por 40% das emiss&otilde;es
globais de carbono, t&ecirc;m recebido cr&iacute;ticas pela demora em aprovar seu
pacote clim&aacute;tico, previsto para 2010 e sem o qual ser&aacute; muito dif&iacute;cil
obter um avan&ccedil;o real nas negocia&ccedil;&otilde;es para alcan&ccedil;ar um novo acordo
vinculativo sobre o clima que substitua o Protocolo de Kyoto.</p>
<p>Tamb&eacute;m nesta quinta-feira, o embaixador chin&ecirc;s para o clima, Yu
Qingtai, informou que a China n&atilde;o tem a inten&ccedil;&atilde;o de debater suas metas,
j&aacute; anunciadas por Pequim. "Anunciamos os objetivos e n&atilde;o temos inten&ccedil;&atilde;o
de submet&ecirc;-los a debate" como parte da negocia&ccedil;&atilde;o de um novo acordo
mundial de luta contra a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, declarou.</p>
<p>Depois dos Estados Unidos, a China havia anunciado no dia 26 de
novembro, pela primeira vez, sua meta de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases
de efeito estufa. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; a de reduzir at&eacute; 2020 a intensidade de
suas emiss&otilde;es em 40 a 45% por unidade do PIB em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de
2005.</p>
<h3>&Iacute;ndia</h3>
<p>Os pa&iacute;ses em desenvolvimento est&atilde;o sendo pressionados a assumir a
responsabilidade por medidas que tomam para combater as mudan&ccedil;as
clim&aacute;ticas, atrav&eacute;s do que a ONU descreve como a&ccedil;&otilde;es "mensur&aacute;veis,
report&aacute;veis e verific&aacute;veis" (MRV).</p>
<p>De acordo com o ministro do meio ambiente da &Iacute;ndia Jairam Ramesh,
n&atilde;o h&aacute; consenso em rela&ccedil;&atilde;o a isso: "A quest&atilde;o do MRV &eacute; um divisor muito
s&eacute;rio."</p>
<p>A &Iacute;ndia tamb&eacute;m foi contra a proposta de deixar a cargo de uma c&uacute;pula
de chefes de Estado que v&atilde;o se reunir na sexta-feira o trabalho de
negociar as quest&otilde;es mais dif&iacute;ceis, dizendo que os anfitri&otilde;es
dinamarqueses da confer&ecirc;ncia da ONU tinham prometido que nenhum texto
novo de negocia&ccedil;&atilde;o "nos seria apresentado sem aviso pr&eacute;vio".</p>
<p>"Os textos que tiverem que ser negociados ou redigidos deveriam
ficar prontos at&eacute; o dia 16 ou 17, e n&atilde;o se pode esperar que os chefes
de Estado redijam ou negociem", disse Ramesh.</p>
<h3>Sem metas</h3>
<p>Um novo esbo&ccedil;o de um acordo internacional para deter o aquecimento
global apresentado hoje em Copenhague n&atilde;o cont&eacute;m nenhuma men&ccedil;&atilde;o a metas
de cortes de emiss&otilde;es de g&aacute;s carb&ocirc;nico nem ao financiamento de medidas
de combate &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O novo rascunho traz refer&ecirc;ncias de
um texto anterior, divulgado na sexta-feira, com uma banda de metas de
emiss&otilde;es, mas diz que os detalhes "ainda precisam ser elaborados".</p>
<p><i>*Com informa&ccedil;&otilde;es das ag&ecirc;ncias Lusa, Reuters, France Presse e o site Uol.com.br<br /></i></p>]]></description>
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<title>Obama Nobel da Paz</title>
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<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 12:47:44 -0200</pubDate>
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<dc:creator>Celo</dc:creator>
<description><![CDATA[<p>A otorga do pr&ecirc;mio Nobel da paz ao presidente Barack Obama tem criado uma pol&ecirc;mica razo&aacute;vel. Qual sua opini&atilde;o sobre esta premia&ccedil;&atilde;o?</p>]]></description>
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<title>Breve discurso do presidente da Costa Rica - Vale a pena ler...&#x26;#8207;</title>
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<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 10:25:50 -0300</pubDate>
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<dc:creator>Francisco</dc:creator>
<description><![CDATA[<p><img style="border: 0pt none; margin: 4px; float: left;" title="oscararias_president_of_costa_rica.jpg" src="http://bligoo.com/media/users/4/205990/images/public/22222/oscararias_president_of_costa_rica.jpg?v=1253625933649" width="177" height="184" />DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA,<br />QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO<br />Discurso proferido na presen&ccedil;a do Lula e demais presidentes latino-americanos.<br /><br /><b>"ALGO HICIMOS MAL"</b><br /><br />Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na C&uacute;pula das Am&eacute;ricas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009.</p>
<p>"Tenho a impress&atilde;o de que cada vez que os pa&iacute;ses caribenhos e latino-americanos se re&uacute;nem com o presidente dos Estados Unidos da Am&eacute;rica, &eacute; para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.<br />Quase sempre, &eacute; para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.<br />N&atilde;o creio que isso seja de todo justo. N&atilde;o podemos esquecer que a Am&eacute;rica Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William &amp; Mary, que s&atilde;o as primeiras universidades desse pa&iacute;s.<br /><br />N&atilde;o podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos at&eacute; 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais:<br />todos eram pobres. Ao aparecer a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial na Inglaterra, outros pa&iacute;ses sobem nesse vag&atilde;o:<br />Alemanha, Fran&ccedil;a, Estados Unidos, Canad&aacute;, Austr&aacute;lia, Nova Zel&acirc;ndia e aqui a Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial passou pela Am&eacute;rica Latina como um cometa, e n&atilde;o nos demos conta.<br />Certamente perdemos a oportunidade. H&aacute; tamb&eacute;m uma diferen&ccedil;a muito grande.<br /><br />Lendo a hist&oacute;ria da Am&eacute;rica Latina, comparada com a hist&oacute;ria dos Estados Unidos, compreende-se que a Am&eacute;rica Latina n&atilde;o teve um John Winthrop espanhol, nem portugu&ecirc;s, que viesse com a B&iacute;blia em sua m&atilde;o disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretens&atilde;o dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos. Faz 50 anos, o M&eacute;xico era mais rico que Portugal.<br /><br />Em 1950, um pa&iacute;s como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Cor&eacute;ia do Sul.<br />Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em quest&atilde;o de 35 a 40 anos &eacute; um pa&iacute;s com $40..000 de renda anual por habitante.<br />Bem, algo n&oacute;s fizemos mal, os latino-americanos. Que fizemos errado?<br /><br />Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.<br />Para come&ccedil;ar, temos uma escolaridade de 7 anos.<br />Essa &eacute; a escolaridade m&eacute;dia da Am&eacute;rica Latina e n&atilde;o &eacute; o caso da maioria dos pa&iacute;ses asi&aacute;ticos.<br />Certamente n&atilde;o &eacute; o caso de pa&iacute;ses como Estados Unidos e Canad&aacute;, com a melhor educa&ccedil;&atilde;o do mundo, similar a dos europeus.<br />De cada 10 estudantes que ingressam no n&iacute;vel secund&aacute;rio na Am&eacute;rica Latina, em alguns pa&iacute;ses, s&oacute; um<br />termina esse n&iacute;vel secund&aacute;rio.<br /><br />H&aacute; pa&iacute;ses que t&ecirc;m uma mortalidade infantil de 50 crian&ccedil;as por cada mil, quando a m&eacute;dia nos pa&iacute;ses asi&aacute;ticos mais avan&ccedil;ados &eacute; de 8, 9 ou 10. N&oacute;s temos pa&iacute;ses onde a carga tribut&aacute;ria &eacute; de 12% do produto interno bruto e n&atilde;o &eacute; responsabilidade de ningu&eacute;m, exceto nossa, que n&atilde;o cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos pa&iacute;ses.<br />Ningu&eacute;m tem a culpa disso, a n&atilde;o ser n&oacute;s mesmos.<br /><br />Em 1950, cada cidad&atilde;o norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidad&atilde;o latino-americano.<br />Hoje em dia, um cidad&atilde;o norte-americano &eacute; 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.<br />Isso n&atilde;o &eacute; culpa dos Estados Unidos, &eacute; culpa nossa. No meu pronunciamento desta manh&atilde;, me referi a um fato que para mim &eacute; grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do s&eacute;culo XX, que parece ser o que estamos pondo em pr&aacute;tica tamb&eacute;m no s&eacute;culo XXI, &eacute; um sistema de valores equivocado.<br /><br />Porque n&atilde;o pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milh&otilde;es de d&oacute;lares para aliviar a pobreza dos 80% da popula&ccedil;&atilde;o do mundo<br />"num planeta que tem 2.500 milh&otilde;es de seres humanos com uma renda de $2 por dia"<br />e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados. *Como disse esta manh&atilde;, n&atilde;o pode ser que a Am&eacute;rica Latina gaste $50.000*<br />milh&otilde;es em armas e soldados.<br /><br />Eu me pergunto: quem &eacute; o nosso inimigo?<br />Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita raz&atilde;o, &eacute; a falta de educa&ccedil;&atilde;o;<br />&eacute; o analfabetismo;<br />&eacute; que n&atilde;o gastamos na sa&uacute;de de nosso povo;<br />que n&atilde;o criamos a infra-estruturar necess&aacute;ria, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;<br />que n&atilde;o estamos dedicando os recursos necess&aacute;rios para deter a degrada&ccedil;&atilde;o do meio ambiente;<br />&eacute; a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;<br />&eacute; produto, entre muitas outras coisas, certamente,<br />de que n&atilde;o estamos educando nossos filhos e nossas filhas. V&aacute; algu&eacute;m a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.<br /><br />Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.<br />Temos que aceitar que este &eacute; um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acad&ecirc;micos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o s&eacute;culo XXI &eacute; um s&eacute;culo dos asi&aacute;ticos n&atilde;o dos latino-americanos.<br />E eu, lamentavelmente, concordo com eles.<br /><br />Porque enquanto n&oacute;s continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos"<br />(qual &eacute; o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...<br />os asi&aacute;ticos encontraram um "ismo" muito realista para o s&eacute;culo XXI e o final do s&eacute;culo XX, que &eacute; o *pragmatismo*.<br /><br />Para s&oacute; citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Cor&eacute;ia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus pr&oacute;prios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas mao&iacute;stas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:<br />"Bem, a verdade, queridos camaradas, &eacute; que a mim n&atilde;o importa se o gato &eacute; branco ou negro, s&oacute; o que me interessa &eacute; que cace ratos".<br />E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que<br />"a verdade &eacute; que enriquecer &eacute; glorioso".<br /><br />E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 at&eacute; hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milh&otilde;es de habitantes da pobreza, n&oacute;s continuamos discutindo sobre ideologias que dev&iacute;amos ter enterrado h&aacute; muito tempo atr&aacute;s. A boa not&iacute;cia &eacute; que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.<br />Olhando em volta, queridos presidentes, n&atilde;o vejo ningu&eacute;m que esteja perto dos 74 anos.<br />Por isso s&oacute; lhes pe&ccedil;o que n&atilde;o esperemos complet&aacute;-los para fazer as mudan&ccedil;as que temos que fazer.<br /><br />Muchas gracias.</p>]]></description>
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