SE LIGA, BRASIL Trajetórias públicas, fatos documentados

Fontes dos dados

Conheça a origem das informações e os critérios usados para organizar o panorama.

Pessoas, mandatos e filiações

Senado e Câmara fornecem identificadores oficiais, mandatos, exercícios e registros partidários. O TSE fornece dados eleitorais e registros dos partidos. Cada identidade é relacionada ao person_id da base; mudanças de filiação preservam seus períodos e fontes. Eleição, mandato e exercício efetivo são informações distintas. Ausência de filiação informada não comprova desfiliação.

Presidência e história dos governos

Registros oficiais da Presidência, Arquivo Nacional e documentos históricos estabelecem ocupantes e datas. Pesquisas acadêmicas fundamentam a orientação dos governos. A classificação do governo é separada da filiação do presidente; transições dentro do ano são preservadas. Sínteses editoriais não representam medições acadêmicas anuais.

Estados, municípios e cobertura histórica

Assembleias, diários oficiais e portais governamentais fornecem composições e atos de posse, licença e substituição. Um cadastro ativo não comprova exercício individual. Fotografias de datas distintas não são combinadas como uma composição simultânea. Lacunas históricas permanecem identificadas até existir comprovação documental.

Pesquisas sobre os governos

Jair Bolsonaro

Não disponível

O populismo de extrema direita no governo Bolsonaro: uma abordagem discursiva ↗ · publicação: 2025

Luiz Inácio Lula da Silva

Síntese editorial de literatura retrospectiva sobre governos Lula I e II; esquerda com moderação programática e conciliação, sem classificar cada política como esquerda.

A Esquerda Dividida: Os Governos Lula e Dilma no Pensamento Político Brasileiro ↗ · publicação: 2023

Luiz Inácio Lula da Silva

Síntese editorial do estudo sobre o início do terceiro mandato: esquerda em sentido amplo, com coalizão heterogênea e concessões programáticas; não cobre automaticamente2024–2026.

O TERCEIRO GOVERNO LULA: limites e perspectivas ↗ · publicação: 2023

Luiz Inácio Lula da Silva

Classificação geral de esquerda adotada por decisão editorial explícita da usuária em2026-10-27 para o terceiro governo Lula em curso; não é medição acadêmica anual de2024–2026.

O TERCEIRO GOVERNO LULA: limites e perspectivas ↗ · publicação: 2023

Dilma Rousseff

Síntese editorial fundamentada na leitura de Moreira (2023) sobre governos petistas de 2003–2016; orientação geral de esquerda com conciliação e controvérsias, não classificação anual medida pelos autores.

A Esquerda Dividida: Os Governos Lula e Dilma no Pensamento Político Brasileiro ↗ · publicação: 2023

Michel Temer

Síntese editorial fundamentada em Guerra e Chaia (2021): orientação geral de direita, abrangendo centro-direita, do governo efetivamente em exercício; não decorre da filiação ao PMDB/MDB.

Governo Temer: a ponte entre os governos petistas e a ascensão de Bolsonaro ↗ · publicação: 2021

Michel Temer

Síntese editorial fundamentada em Guerra e Chaia (2021): orientação geral de direita, abrangendo centro-direita, do governo efetivamente em exercício; não decorre da filiação ao PMDB/MDB.

Governo Temer: a ponte entre os governos petistas e a ascensão de Bolsonaro ↗ · publicação: 2021

Fernando Henrique Cardoso

Síntese editorial de orientação geral do governo; Direita é categoria ampla que inclui centro-direita. Fundamentada em análise da coalizão e agenda governamental, com documentação de privatizações e reformas; não deriva automaticamente da sigla PSDB.

Governabilidade e concentração de poder institucional: o governo FHC ↗ · publicação: 1999

A relação entre modernização neoliberal e práticas políticas atrasadas no Brasil dos anos1990 ↗ · publicação: 2008

Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado ↗ · publicação: 1995

Privatização — Federais — Telecomunicações ↗ · publicação sem data informada

Relatório de Inflação — março de2002 — O Processo de Decisão do Copom ↗ · publicação: 2002

Lei nº10.219, de11 de abril de2001 — Bolsa Escola ↗ · publicação: 2001

Fernando Henrique Cardoso

Síntese editorial de orientação geral do governo; Direita é categoria ampla que inclui centro-direita. Fundamentada em análise da coalizão e agenda governamental, com documentação de privatizações e reformas; não deriva automaticamente da sigla PSDB.

A relação entre modernização neoliberal e práticas políticas atrasadas no Brasil dos anos1990 ↗ · publicação: 2008

Governabilidade e concentração de poder institucional: o governo FHC ↗ · publicação: 1999

Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado ↗ · publicação: 1995

Privatização — Federais — Telecomunicações ↗ · publicação sem data informada

Relatório de Inflação — março de2002 — O Processo de Decisão do Copom ↗ · publicação: 2002

Lei nº10.219, de11 de abril de2001 — Bolsa Escola ↗ · publicação: 2001

José Sarney

Confronto editorial entre interpretações acadêmicas. Singer descreve continuidade da direita e caráter híbrido do governo PMDB/PFL; Bresser diferencia aliança inicial com esquerda e aproximação à direita a partir de 1987.

A reativação da direita no Brasil ↗ · publicação: 2021

O governo Collor e a modernidade em tempos incertos ↗ · publicação: 1991

José Sarney

Confronto editorial entre interpretações acadêmicas. Singer descreve continuidade da direita e caráter híbrido do governo PMDB/PFL; Bresser diferencia aliança inicial com esquerda e aproximação à direita a partir de 1987.

A reativação da direita no Brasil ↗ · publicação: 2021

O governo Collor e a modernidade em tempos incertos ↗ · publicação: 1991

Fernando Collor

Síntese editorial de governo de direita, apoiada em interpretação contemporânea e retrospectiva; não inferida apenas do PRN, de uma privatização ou da trajetória individual.

A reativação da direita no Brasil ↗ · publicação: 2021

O governo Collor e a modernidade em tempos incertos ↗ · publicação: 1991

Governo Collor: o reformismo liberal e a nova orientação da política externa brasileira ↗ · publicação: 2011

Itamar Franco

Confronto editorial entre interpretações acadêmicas. Nenhuma fonte consultada classifica o governo como centro-direita ou direita em bloco: Sallum descreve coalizão da esquerda moderada à direita e deslocada ao centro desde meados de 1993; Ianoni, coalizão sem programa consistente; Rodrigues e Jurgenfeld, agenda neoliberal nas privatizações. Direita não é forçada e centro não é presumido.

O governo Itamar e a democracia de 1988 ↗ · publicação: 2021

Políticas Públicas e Estado: o Plano Real ↗ · publicação: 2009

O neoliberalismo no governo Itamar Franco: uma análise de sua política de privatizações ↗ · publicação: 2021

Itamar Augusto Cautiero Franco — biografia ↗ · publicação sem data informada

Ex-presidente Itamar Franco lançou Plano Real, participou das Diretas Já e da Constituinte ↗ · publicação: 2011

Senado: composição e abordagem política

A composição vem de registros oficiais datados do Senado. As classificações dos partidos são estimativas de especialistas, distintas das autodeclarações. A aplicação de uma pesquisa de 2022 à composição de 2026 é uma síntese editorial, não uma pesquisa realizada em 2026. Direita inclui centro-direita. PSD e MDB têm enquadramentos divergentes conforme a fonte.

Referência da auditoria: 2026-10-28.

Maioria de direita pela referência acadêmica de 2022 aplicada à composição de 2026: 63/81 cadeiras; maioria absoluta exige 41. Síntese editorial, não medição acadêmica de 2026. PSD e MDB têm autodeclarações divergentes: sem suas bancadas, direita 40/81. Pesquisa adicional sustenta o PSD como direita ou centro-direita; o MDB tem classificações acadêmicas divergentes. Meneguello (2026), classificação histórica aplicada editorialmente: direita 53/81 com MDB no centro. Borges (2023), médias históricas aplicadas editorialmente: direita 49/81 com MDB no centro. Esquerda: 17; centro: 0; sem filiação: 1; sem classificação: 0. Não mede base do governo, presença em sessão ou orientação individual.

Survey de especialistas: referência 2022, aplicação editorial 2026 ↗ · publicação: 2025

PSD cresce e se consolida como maior partido de Centro ↗ · publicação: 2026

MDB: centro-direita na economia e centro-esquerda na área social ↗ · publicação: 2025

PSD · O PSD na centro-direita, declaração de Gilberto Kassab ↗ · publicação: 2025

Rachel Meneguello (2026) · Retrocesso democrático e o avanço da direita ↗ · publicação: 2026

André Borges (2023) · classificação agregada de partidos, tabela A.1 ↗ · publicação: 2023

FUG/MDB · Caminhos para o Brasil, documento de 2025 para 2026 ↗ · publicação: 2025

Senado no governo Itamar Franco (1992–1994)

Fotografias de 31 de dezembro reconstruídas a partir de mandatos, chapas, votos nominais e atos do Senado. A classificação dos partidos usa a onda de 1993 de Zucco e Power, uma referência diferente da usada em 2018 e 2022, conferida com a classificação categórica de Coppedge (1997) e com Mainwaring, Meneguello e Power (1999). Autodeclaração dos partidos (manifestos e programas) e estimativas de pesquisas são registradas à parte; só as estimativas numéricas definem os grupos. Maioria absoluta exige 41 das 81 cadeiras. Partidos sem estimativa e cadeiras sem partido identificado ficam separados e nunca viram centro.

  • 31/12/1992: Sem maioria de direita nem de esquerda comprovada · síntese editorial Direita 31/81; centro 26; esquerda 12; sem filiação 2; partido sem estimativa 3; partido não identificado 7.
  • 31/12/1993: Sem maioria de direita nem de esquerda comprovada · síntese editorial Direita 27/81; centro 27; esquerda 11; sem filiação 3; partido sem estimativa 0; partido não identificado 13.
  • 31/12/1994: Sem maioria de direita nem de esquerda comprovada · síntese editorial Direita 26/81; centro 23; esquerda 13; sem filiação 4; partido sem estimativa 0; partido não identificado 15.

Síntese editorial: fotografias reconstruídas a partir de mandatos, chapas, votos nominais e documentos dispersos, sem relatório oficial de composição das 81 cadeiras nas datas; classificação partidária da onda de 1993 aplicada às três datas. Não mede ideologia individual, base governista ou presença em sessão. Autodeclaração partidária e estimativa de pesquisas são registradas separadas em party-orientation-evidence-1992-1994.json; PDC, PSC, PTR, PST, PRONA, PSD e PMN seguem sem escala numérica para a legislatura.

Zucco e Power (2024), Tabela C1, onda de 1993: classificação ideológica dos partidos ↗ · publicação: 2024

API de dados abertos do Senado: senadores da 49ª legislatura, mandatos, filiações e votações nominais (arquivo local de 28/10/2026) ↗ · publicação: 2026

Izumi (2016), Governo e Oposição no Senado Brasileiro (1989–2010): contexto, sem classificação de partidos ↗ · publicação: 2016

Presidência da República: Governo Itamar Franco, ministérios (períodos de afastamento de senadores) ↗ · publicação sem data informada

Power e Zucco (2009), dados e estimativas por onda (1990, 1993, 1997, 2001, 2005) e respostas individuais; arquivadas localmente com sha256 ↗ · publicação: 2009

Coppedge (1997), A Classification of Latin American Political Parties, Apêndice A: classificação categórica do Brasil ↗ · publicação: 1997

Mainwaring, Meneguello e Power (1999), Conservative Parties, Democracy, and Economic Reform in Contemporary Brazil ↗ · publicação: 1999

CPDOC/FGV, Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro: verbetes dos partidos (manifestos e programas, autodeclaração) ↗ · publicação sem data informada